Meu sonho era ter uma frase para me descrever, poder falar de mim entre aspas, dizer que sou como o outro disse que (o outro) é, assim, desse jeitinho, com esse gracejo, com esse molejo. Mas não.
Há quem diga que pelo menos uma vez na vida você deve se dar o trabalho de se descrever – mesmo que seja naquele exercício funéreo de escrever seu próprio obituário para descobrir que você, meu filho, não vai chegar a lugar nenhum levando essa vida de fanfarrão.
Tudo o que eu queria nessa vida era ser um belo de um fanfarrão. No meu obituário, se houvesse, eu queria que constasse: “viveu e morreu, fanfarroneamente”.
Há quem diga que pessoas quando se conhecem, nos primeiros 5 minutos de conversa, contam em média 4 mentiras. E eu digo: é verdade.